Consórcio: conheça essa invenção brasileira

O consórcio é uma invenção brasileira. Esse sistema de compra parcelada surgiu na década de 1960, entre bancários que queriam driblar os preços salgados da indústria automotiva. Confira, a seguir, como a ideia ganhou popularidade – e credibilidade – ao longo da História.

Consórcio: invenção tupiniquim

Na segunda metade de século passado, ter um carro demandava um investimento muito elevado. Um automóvel na garagem era privilégio de poucos. Ainda assim, o bem de consumo, que viria a ser uma paixão nacional, foi ganhando cada vez mais popularidade.

Partiu de um grupo de funcionários do Banco do Brasil a sugestão de montar um fundo coletivo para a aquisição de automóveis. Cada membro contribuía com um valor e, quando havia arrecadação suficiente, sorteava-se o felizardo da vez.

À época, essa estratégia foi inovadora. A falta de crédito não era mais problema. O modelo de negócio deu tão certo que foi se repetindo em outros âmbitos.

Porém, por muitos anos, não havia base legal específico para as operações. O único respaldo eram as regras do Direito Civil. O cenário mudou apenas em 1971, após crescente interesse do Poder Público.

Criou-se, então, a Lei nº 5.768, que versava sobre poupanças populares e distribuição de prêmios. Mais adiante, a importância econômica e social do mecanismo de consórcio foi reconhecida na Constituição Federal. Em 1991, no intuito de atestar ainda mais credibilidade ao processo, os grupos passaram a ser fiscalizados pelo Banco Central do Brasil (BCB).

A consolidação do sistema ocorreu em 08 de outubro de 2008, com a Lei nº 11.795. O normativo trata exclusivamente sobre esse tema. Segundo o texto, é papel do BCB autorizar o funcionamento das atividades, fiscalizar os consórcios existentes e penalizar empresas infratoras. Para tanto, há exigências como capital mínimo, prestação de contas e outras responsabilidades técnicas.

Como funciona um consórcio

Embora a regulamentação seja um tanto recente, essa modalidade de compra tem ganhado diferentes desdobramentos desde a década de 1990. Foi nesse período que surgiram os consórcios imobiliários e a expansão do modelo para Portugal, Espanha, África do Sul e países do leste europeu.

Hoje, somente no Brasil, existem grupos para a aquisição de aviões, tratores, mobiliário, máquinas industriais, material de escritório, terrenos, salas comerciais, apartamentos e casas. Além dos bens móveis e imóveis, ainda é possível consorciar serviços, como viagens de estudos, festas de formatura e cirurgias plásticas.

A mecânica ainda é semelhante às origens da operação. Todo mês, os cotistas devem contribuir com um valor destinado a um fundo coletivo. Quem estiver com as prestações em dia pode participar das assembleias, os encontros dos consorciados.

É nessas ocasiões que acontecem os sorteios. Outra opção para acelerar a contemplação é oferecer um lance, um adiantamento das mensalidades. A pessoa agraciada conquista a carta de crédito, documento que dá direito à compra do item pretendido.

Mesmo quem tira essa sorte logo nos primeiros meses deve continuar quitando os débitos restantes. Assim, ao fim do consórcio, todos os participantes são atendidos. Para evitar fraudes, o processo é coordenado por uma empresa administradora autorizada pelo Banco Central.

Embora não garanta uma aquisição imediata, o sistema oferece vantagens financeiras. A principal delas é a flexibilidade – tanto do prazo de pagamento quanto dos valores mensais. Dessa maneira, o sonho de consumo se torna real mesmo para os bolsos mais apertados.

Criatividade e inovação: esse é o jeitinho brasileiro de comprar. Que achou da história do consórcio? Deixe um comentário!

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